Mulher em cadeira de rodas trabalha em seu notebook

O que é capacitismo e por que precisamos falar sobre?

Capacitismo se refere ao preconceito em relação à pessoas com deficiência.

Pessoas com Deficiência

O termo tem origem no inglês, Ableism, e significa discriminar uma pessoa por conta de sua deficiência. Ele acontece através do uso de termos incorretos, piadas ofensivas, entre outros.

Usa-se para descrever a discriminação, preconceitos e opressão contra pessoas com deficiência físico-motora, visual, auditiva, intelectual, condições do espectro autista, colostomia, entre outras, a partir da noção equivocada de que pessoas com deficiência são inferiores às pessoas sem deficiência.

A falta de acessibilidade é uma forma de capacitismo: quantos lugares estão preparados, estruturalmente, para receber pessoas com deficiência?

Além disso, expressões como “idiota” ou “retardado” são capacitistas e precisam ser removidas do nosso vocabulário. Quantas vezes você já ouviu “'Dar uma de João sem braço”? Esse é um exemplo de capacitismo, porque associa pessoas com deficiência física - mais especificamente, pessoas com amputação nos braços - à incapacidade. Outras expressões como “você está cego?” ou “você é surdo?”, quando usadas devido a uma barreira de comunicação, também precisam ser evitadas.

De acordo com o cientitista Julio Simões:

“Tal como ocorre com o racismo, o sexismo e as discriminações contra a população LGBTQIA+, o capacitismo é estrutural na sociedade brasileira. Ele está arraigado em quase todas as nossas práticas cotidianas. São atitudes capacitistas, por exemplo, presumir que uma pessoa com deficiência seja incapaz de realizar qualquer atividade que as ditas pessoas normais realizam.”

Sobre o combate ao capacitismo, Simões afirma:

“Não basta não ser capacitista, é preciso ser anticapacitista. Isso significa dizer que a primeira coisa que necessitamos fazer é reconhecer que vivemos em um país capacitista. Como disse antes, são atitudes arraigadas em nossa vida cotidiana que precisam ser repensadas e reconstruídas a partir de uma chave inclusiva e de valorização das múltiplas experiências dos corpos. Discutir o capacitismo e outras formas de discriminação na sala de aula, por exemplo, é fundamental e um bom começo.”

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